quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Governo aprova amanhã casamento homossexual

casam lesbicas União entre pessoas do mesmo sexo na agenda do Conselho de Ministros de amanhã. Proposta de lei do Executivo centra-se no essencial  em três artigos do Código Civil: o que estabelece que o casamento é entre  pessoas de sexo diferente; o que declara a inexistência do casamento entre homossexuais; e o que confere direitos de adopção a pessoas casadas

O casamento entre pessoas do mesmo sexo vai amanhã a Conselho de Ministros. O tema consta da agenda ministerial e o objectivo passa por aprovar desde já a proposta de lei. O que só não sucederá se forem levantadas dúvidas quanto ao articulado proposto.

Ao que o DN apurou, o Governo prepara-se para viabilizar a união entre pessoas do mesmo sexo através da alteração a três artigos do Código Civil. A começar pelo inevitável 1577, que actualmente estabelece que o "casamento é um contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendam constituir família mediante uma plena comunhão de vida". Além deste ponto, de onde desaparecerá a expressão "de sexo diferente", deverá ser revogada uma das alíneas do artigo 1628. Este ponto do Código Civil define várias situações em que um casamento é considerado "juridicamente inexistente", sendo que uma delas é precisamente a união "contraída por duas pessoas do mesmo sexo".

O articulado que irá amanhã a Conselho de Ministros deverá também propor alterações ao artigo 1979 do Código. Que, no número um da versão actual, estabelece que "podem adoptar plenamente duas pessoas casadas há mais de quatro anos e não separadas judicialmente de pessoas e bens ou de facto, se ambas tiverem mais de 25 anos".

Com a alteração a esta formulação, o Executivo pretende deixar expresso o impedimento de um casal do mesmo sexo poder adoptar uma criança. O primeiro-ministro, José Sócrates, já deixou claro que o compromisso eleitoral do PS se reporta apenas à legalização do casamento e não à possibilidade de adopção por casais do mesmo sexo.

Com a aprovação em Conselho de Ministros, a proposta de lei que acabará com a interdição ao casamento homossexual dará entrada na Assembleia da República a tempo de ser debatida antes da discussão do Orçamento do Estado, que entrará no Parlamento em meados de Janeiro.

A iniciativa do Governo tem aprovação garantida pelas bancadas à esquerda do hemiciclo. Já a direita promete contrapor à iniciativa do Executivo uma proposta para a criação da união civil registada, uma nova figura legal específica para as uniões homossexuais. Um cenário que já foi admitido pelo líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, mas também pela bancada dos democratas-cristãos, mas que contará com a oposição de socialistas, comunistas, bloquistas, e do PEV.

Recorde-se que estes dois últimos partidos avançaram na última legislatura com projectos de lei para a legalização do casamento homossexual, que foram então chumbados pelo PS, com o argumento de que o partido não tinha apresentado esse compromisso aos eleitores.

Mesmo com aprovação garantida no Parlamento, o diploma do Governo terá ainda de passar pela promulgação do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Mas, mesmo em caso de eventual veto, os deputados poderão reaprovar o diploma por maioria simples, após o que o Presidente da República terá de aprovar a proposta.

Fonte: DN

Será gay … será lésbica … ou talvez heterossexual

Quem sabe um dia será gay … será lésbica … ou talvez heterossexual…

Em qualquer caso a família e o sistema educativo deverão garantir o desenvolvimento integral da pessoa.

Um poster da AMPGYL.  Fonte: http://amplosbo.wordpress.com

 

Parabéns Ana Beatriz, e que sejas tudo o que quiseres vir a ser!

 

Marcas Technorati: ,

O ataque ao casamento homossexual indicia uma fixação no sexo e no poder

Por Inês Pedrosa, @ Expresso


A converseta moralucha em torno do casamento dos homossexuais recorda-me aquele fulgurante poema de Sophia de Mello Breyner que começa assim: "As pessoas sensíveis não são capazes/ de matar galinhas/ porém são capazes/ de comer galinhas". Não se pode chamar debate ou discussão ao que é apenas um tricô de preconceitos, uma espiolhagem salivante sobre a vida íntima dos outros.

Os homossexuais têm o mesmíssimo direito ao casamento que todas as outras pessoas, porque o contrato de casamento não se estabelece a partir do tipo de práticas sexuais dos que o contraem. A 'ideia' de que o casamento tem por objectivo a procriação, como afirma a dra. Manuela Ferreira Leite, não é confirmada pela lei de nenhum país democrático, talvez porque nem sequer se lhe pode chamar 'ideia': não passa de um fogacho de autoritarismo deslocado. O casamento não é fácil - e toda a gente sabe que não é a procriação o que o sustenta. Demasiadas vezes, pelo contrário, a mimosa prole estoira com essa relação de carne e alma entre dois adultos. Há gente para tudo, mas, em geral, o sexo não suporta a transfiguração dos amantes em papá e mamã.

O casamento é uma decisão extraordinariamente séria. Os heterossexuais tendem a esquecê-lo, porque podem casar e descasar sempre que lhes apetecer. Desde que procriem, segundo os fanáticos da procriação, não há problema. Mas basta olharmos à nossa volta para verificarmos que é exactamente esse o problema: o frenesim da procriação atenta contra os direitos dos procriados, aqueles a que na adolescência passamos a tratar por malcriados. As novas gerações crescem num hipermercado de mães e pais que mudam de mês a mês como as promoções especiais. O mais elementar bom senso confirmará que uma criança adoptada por um casal homossexual estável terá muito mais hipóteses de desenvolver as suas capacidades do que uma outra - e são tantas, basta abrir as revistas ditas cor-de-rosa para o confirmar - que viva de 'tio' em 'tio', de madrasta em madrasta, até à perda de referências final.

O bom senso só não nos pode meter isto pelos olhos dentro porque, em Portugal, o cenário de um casal homossexual com filhos é inexistente. Por causa da moral de esquina, hipócrita, opressora, da maioria amorfa. O lado esquerdo dessa maioria diz coisas como: "Eu não tenho nada contra a adopção por homossexuais, mas o problema é que a criança vai ser discriminada na escola". Estes são os mesmos que há trinta anos diziam: "Eu não sou racista, mas não gostava que o meu filho casasse com uma negra porque as crianças seriam discriminadas na escola". Agora abanam a cabeça, enervados, e dizem: "Não, não é a mesma coisa: porque a criança necessita de um modelo masculino e de um modelo feminino". Que modelos são esses, nesta fase de mutação acelerada em que as mulheres ganham autoridade e os homens doçura? Que modelos eram esses - o pai que bebia e batia, a mãe que apanhava e chorava? O pai que mandava, a mãe que obedecia? O centro dessa maioria diz: "Não sou contra os casais homossexuais, arranjem-lhes leis que os protejam, mas não lhe chamem casamento". Estes estão imbuídos de uma noção de superioridade: chamem-lhe outra coisa, para não atingirem essa coisa sublime a que só nós, os que fazemos o sexo do qual podem

nascer bebés, temos direito. A direita dessa maioria diz simplesmente: "Vivam lá a vida deles, mas discretamente". Ou seja, às escondidas, como os senhores faziam filhos às criadas.

O mundo já caminhou o suficiente (no Ocidente, claro), para entender que as crianças precisam de adultos que as amem. Um homem e uma mulher. Ou só um homem. Ou só uma mulher - os filhos dos viúvos, como se criam sem o tal modelo outro? Ou dois homens. Ou duas mulheres. As crianças precisam de modelos de amor. O amor, qualquer amor, ilumina. Os que se amam devem ter o direito à partilha e à herança um do outro. Devem ter o direito a acompanhar-se na saúde e na doença, em casa e no hospital, até ao último suspiro. As pessoas que pretendem negar a outras pessoas o direito ao casamento, fundamentando essa recusa no tipo de práticas sexuais dos outros, estão certamente a precisar de tratamento psiquiátrico. Porque só pensam em sexo e em poder, e há outras coisas na vida, muito mais importantes. A começar pelo amor.

Texto publicado na edição do Expresso de 5 de Dezembro de 2009 negritos da minha autoria. Aqui o divulgo por o achar delicioso…

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A defesa do consumidor em Portugal – Relato de uma visita ao CIAC da Amadora

Segundo o site da CMA, o CIAC – Centro de Informação Autárquico ao Consumidor é um gabinete autárquico de defesa do consumidor.
Os direitos do consumidor encontram-se devidamente salvaguardados e consagrados na lei e direito…

Não sei se é por ter ido ao CIAC de um dos concelhos com a defesa consumidorpopulação mais violenta, pobre e iletrada do País, ou se as normas são genéricas a todos os CIAC mas, quando apresentei o caso de um conflito com um empreiteiro que me tem restringido por longos 16 meses o uso, fruição e disposição do meu imóvel, a técnica do CIAC apresentou-me as seguinte alternativas:

1 - Aceitar o trabalho com os defeitos, abdicar dos meu direitos, pagar e calar.

2 - Ir para tribunal e esperar 10 anos ou pelo arquivamento.

Foram também apresentadas outras soluções ditadas pela “sua prática”:

3 – Rescindir o contrato e contratar outro empreiteiro da minha confiança. Respondi que se conhecesse algum profissional de confiança desse ramo o teria contactado de início. Informou-me então que tinha conhecimento de alguns e que me poderia fornecer o contacto de empresas da sua confiança.

4 – Vender a casa e passar o problema para outros. (Mudei de posição na cadeira, abri a boca mas controlei-me e deixei continuar a exposição de informação de defesa dos consumidores)

4- Nas negociações ou trabalhos, sendo eu mulher não deveria estar sozinha com empreiteiro mas ter presente um HOMEM forte e que fale alto e imponha respeito.

Foi nesta altura que saltei da cadeira e lhe perguntei se sabia o que me estava a propor.

A resposta que obtive “Mas é assim que as coisa funcionam. Você não nasceu ontem, pois não?”

Perguntei-lhe que tipo de sociedade as suas indicações fomentava e ela repetiu “Você não nasceu ontem, a maioria destes casos resolvem-se à paulada.”

Incrédula virei-lhe costas e dirigi-me à saída. Voltei-me e disse-lhe “Ou ao tiro!” e ela respondeu “Ainda não!”.

Estou plenamente convencida que com tipo de este aconselhamento, que não duvido ser baseado na prática, o futuro que se advinha aproximasse a grande velocidade. Lamento não ter tido frieza suficiente para verificar se me iria também disponibilizar os contactos dos homens da sua confiança que, na prática, lhe resolvem os conflitos de consumo à pancada.

Respirei fundo e dei por encerrado o primeiro tema até porque esse assunto já estava a ser mediado por outra entidade e eu pretendia apenas informação complementar.

Tentei então ganhar alguma coisa com a minha visita e expor o segundo assunto que me tinha levado ao CIAC: pedido de ajuda na interpretação do clausulado do meu contrato de seguro, no sentido de conhecer os meus direitos para forçar a activação da Protecção Jurídica que tem feito a mediação durante estes 16 meses e não me dá autorização para constituir advogado, rescindir o contrato e pedir indemnização. Nessa altura informou-me que não estava no âmbito do CIAC tratar dessa questão, aproximou-se de mim, apesar de até essa altura ter tido uma constante preocupação de manter a distancia física impedido-me mesmo de me dirigir à sua secretária para indicar algum elemento  na documentação, abriu a porta e disse para eu sair.

Tinha antes assistido a um exercício de poder numa discussão com uma colega sobre quem ia almoçar naquela altura (a colega não estava a atender cliente algum, mas suponho que faça parte do código de conduta de quem assumiu recentemente responsabilidades acrescidas, como fez questão de referir). Consciente da importância dessa discussão, que a fez interromper o contacto telefónico que estava a manter, propus-me a voltar numa altura mais apropriada. Informou-me então que não deveria voltar ao CIAC por esses motivos.

Eu estou indecisa na minha próxima acção. Alguém de cabeça fria me dá uma ideia.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

“Cracks” de Jordan Scott com Eva Green

cracks-0908-01O filme Cracks é esperado com expectativa para 2010.

Jordan Scott, filha de Ridley Scott, dirige no seu primeiro filme Eva Green, e apresenta uma história passada num internato feminino Inglês em 1934, em que Miss G, uma enigmática e envolvente professora que inspira um pequeno grupo de meninas que fazem parte da equipa de mergulho, a obterem o que é mais precioso na vida. “O mais importante da vida é o desejo”. A chegada de uma nova aluna espanhola (Maria Valverde), vai colocar as suas vidas num caos, como só uma paixão obsessiva consegue fazer.

Segundo Eva a cena de sexo lésbico poderia ter mais fidedigna ao livro em que o filme de baseia e ter mais “intensidade” sexual. Curioso é como Welton Trindade em 07.12.2009 no site paroutudo.com dá título à notícia “Eva Green queria ser uma lésbica mais machona”. Lésbica machona só porque demonstra e concretiza o seu desejo sexual é, seguramente, um rótulo para uma lésbica equivalente a ninfomaníaca ou histérica para uma mulher heterossexual.  Mais uma revelação de preconceito numa sociedade machista, longe de ser equalitária e a necessitar de educação sexual intensa.

Classificado com 2/5 pelo “The guardian” de 4 de Dezembro de 2009, mas nomeado no Toronto International Film Festival e no London Film Festival, mostrará algumas falhas mas apresenta uma boa fotografia e está por mim marcado com “A Ver”.

O meu convite para assistir ao trailer comentado por Eva Green

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

FeministizARTE – Festival de Arte Feminista

feministizarte O Núcleo de Braga da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), constituído por jovens voluntários e voluntárias, desde Março de 2008, pretende despertar a consciência feminista dos bracarenses. Na busca de uma sociedade mais justa e equitativa nos diversos contextos, o Núcleo da UMAR de Braga procura imprimir inovação, criatividade e dinamismo nas suas acções.

Neste sentido, dispôs-se a reunir, no Museu Regional de Arqueologia Dom Diogo de Sousa, o Museu Nogueira da Silva e na Torre de Menagem, produtos artísticos de jovens criadores nacionais e internacionais das mais diversas áreas, relacionados com as temáticas feministas. O FeministizARTE – Festival de Arte Feminista – a decorrer a 27, 28 e 29 de Novembro próximo, englobará exposições permanentes de livre acesso, contando com as participações de Ana Pereira, André Alves, Carla Cruz, Cristiana Miranda, Maciel Cardeira, Maria Lusitano Santos, Nádia Duvall, Poderiu, Renato Roque, Rosa Vaz, Suspiria Franklyn; e, apresentações pontuais com bilheteira de AbztraQt Sir Q., Carla Cruz, GATA (Grupo de Activismo e Transformação pela Arte), Flávio Rodrigues, Micaela Maia e Teresa Vila Verde.

A par destas, está agendada, para dia 28 de Novembro, uma tertúlia sobre Arte e Feminismos com as presenças de Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Canotilho, Angélica Lima Cruz, Cristiana Pena, Maria José Magalhães.

Ler + em FeministizARTE – Festival de Arte Feminista

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dados sobre o mercado lésbico

mulheres-3001Já se interrogou sobre a razão de existir mais cultura lésbica produzida no Brasil do que em Portugal, e mesmo assim  em tão reduzido número? Talvez a análise dos seguintes dados sobre o mercado lésbico brasileiro lhe suscite interesse:

:: O mercado homossexual brasileiro é composto de aproximadamente 5 milhões de lésbicas economicamente activas. (A totalidade da população de Portugal é aproximadamente de 10 milhões.)

 

:: Dos 25 mil títulos editados anualmente somente um a cada três ou quatro anos é de literatura lésbica.

:: Do total das obras existentes em catálogo das centenas de editoras brasileiras, algo como 5 milhões de títulos os mais variados, apenas 75 são obras de literatura lésbica.


:: Segundo o IBGE 10% da população brasileira é formada por homossexuais.

:: Uma em cada 10 leitoras é homossexual.

:: O estudo Mosaico Brasil de 2008 revelou que 5,2% das mulheres já se relacionou com outra pelo menos uma vez na vida.


:: Manaus é uma das capitais com mais lésbicas: 10 % da população feminina se declara homo ou bissexual. Cuiabá na direção oposta só tem 2,6% de mulheres homossexuais.

:: A internet é o ponto de encontro das lésbicas. O site Parada Lésbica recebe 20 mil visitas por dia e abriga a rede social Leskut, com 19 mil perfis e cerca de 100 adesões diárias. O portal Dykerama tem em média 4,5 mil visitantes por dia.

 

Pesquisa realizada pela APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT) em parceria com a SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República) na Parada Gay de São Paulo em 2006 provou o potencial deste mercado. Os números mostraram que a renda individual mensal das mulheres lésbicas é próxima à renda individual mensal dos homens gays. O estudo comprovou, também, que o mercado lésbico é tão promissor quanto o mercado gay masculino.

A mim parece-me que o mercado lésbico é um mercado potencial não aproveitado.

Gostaria de ter mais oferta de produtos culturais e artísticos dedicados ao público lésbico?

Considera que os produtos existentes em língua portuguesa deveriam estar mais acessíveis nos restantes países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)?

Acredita no potencial do mercado lésbico lusófono?

Fontes: http://www.sortimentos.net/?p=3813 http://www.gaybrazil.com.br/noticias.asp?Categoria=Radar&Codigo=3487

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Encontro Lésbicas: escritoras brasileiras

venus les O encontro Lésbicas: escritoras brasileiras, acontece no dia 21 de novembro 2009 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo, e irá abordar temas sobre literatura lésbica e suas autoras pioneiras, como Cassandra Rios e Sandra Mara Herzer, e escritoras que ousaram publicar sem pseudônimo histórias livres de preconceito, como Valéria Melki Busin, Fátima Mesquita, Lúcia Facco e Vange Leonel.

A idéia é  apresentar as editoras que abriram espaço para este movimento homossexual, como Edições GLS, Brasiliense, Record e a própria Malagueta,
que comemora um ano com o posicionamento exclusivo de lançar autoras e obras que sejam de lésbicas para lésbicas. O momento também coincide com a incrível explosão de sites com espaço para publicação de textos de lésbicas, que começou com Xana In Box e Fator X, e hoje se espalha pela rede com abcLES, Parada Lésbica, Dykerama, Livre Arbítrio, dentre outros.

Participarão do encontro Karina Dias e Mariana Cortez, as próximas autoras da Malagueta; as poetisas Fênix e Luka Azull; Érika Cristina, a idealizadora do site Livre Arbítrio e Laura Bacellar, editora responsável pela Malagueta.
Para completar e apimentar o encontro, Hanna Korich (a Sarah Bernard das leituras dramáticas lésbicas) vai interpretar trechos insinuantes de obras de algumas das autoras presentes.

Os nossos parabéns pela iniciativa.

Nós outras, fisicamente longe de S. Paulo, gostaríamos de estar convosco. Será que não é possível colocar na internet um vídeo do encontro? Ficamos ansiosas …

Encontro Lésbicas: escritoras brasileiras
:: Quando : dia 21 de novembro, sábado, às 16 horas
:: Onde : mezanino da loja de artes da Livraria Cultura do Conjunto Nacional  São Paulo
:: Telefone : (11) 3170-4033

Um evento promovido pelo site Livre Arbítrio e pela Editora Malagueta
Com o apoio da Livraria Cultura e do grupo Espargírica

Participantes:

Fênix é poetisa de São Paulo, começou postando suas poesias no Xib em 2005, hoje posta no Livre Arbitrio e tem o blog: http://poesiasfragmentosdaalma.blogspot.com.

Luka Azull tem 36 anos, é poetisa e paulistana, começou postando no Xib e hoje posta no Livre Arbitrio. Formada em Educação Física, trabalha com equilíbrio energético e yoga.

Érika Cristina tem 22 anos, está cursando Administração e Marketing e teve a ideia de criar o site Livre Arbítrio porque sentia falta de um espaço para lésbicas que não se restringisse a contos eróticos.

Karina Dias, nascida no Rio de Janeiro em 1979, reside actualmente em São Paulo. Cursa Jornalismo na Universidade Católica São Judas Tadeu e é autora de nove romances e um conto de temática lésbica postados na internet, entre os quais De repente é amor, Simplesmente irresistível, Quando o amor acontece.

Mariana Cortez é conhecida por seus contos publicados em sites de literatura lésbica. É editora formada em Letras e especialista em Língua Portuguesa. Participou da colectânea de contos Elas contam e, actualmente, escreve para o portal Livre Arbítrio.

Laura Bacellar trabalha no mercado de livros há mais de vinte anos, sendo responsável pela primeira editora lésbica da América Latina, a Editora Malagueta

Fontes: http://www.sortimentos.net/?p=3813  http://www.editoramalagueta.com.br/editora2/home/3-notas-e-eventos/83-lesbicas-escritoras-brasileiras.html

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os analfabetos de Felgueiras correram com a Fátima. Os licenciados de Oeiras mantiveram o Isaltino.

A noite de domingo já ia longa mas ainda fiquei a ver o “eixo doburro com livros burro carregado de livros burro doutor santa nostalgia_thumb[2] mal”. Ganhei a melhor frase da noite eleitoral autárquica.

Luís Pedro Nunes, citou uma frase surgida no Twitter "Os analfabetos de Felgueiras correram com a Fátima. Os licenciados de Oeiras mantiveram o Isaltino"...

Deu-me que pensar para mais umas horas sobre ensino formal e a inteligência emocional; os valores e a ética na sociedade Portuguesa e em especial, na elite Portuguesa.

Se os dirigentes políticos  são corruptos, desonestos ou incompetentes e os eleitores votam neles deveria existir uma lei que os os proibisse de se candidatar dizem algumas vozes ao longo da noite.

Pressupõe essa solução que a justiça funciona. Definiu o bastonário dos advogados a justiça Portuguesa com uma palavra “fujam”. Não me parece que uma lei seja a única solução.

Se não surgirem soluções e acções para a sociedade evoluir  a abstenção em Portugal vai continuar a subir, tal como as vozes que clamam por um novo Salazar, os votos no PP e as actividades do PNR.

Está a esquerda em Portugal a fazer a diferença? A minha opinião é que esta semana é uma oportunidade de saber se as pessoas que fazem esquerda aprenderam alguma coisa com os que pensam e votam esquerda.

A votação em Lisboa pode ser um exemplo do caminho que temos a percorrer.

Será que Manuel Alegre tem a visão certa e a luta da esquerda deve ser feita dentro do PS?

Agora que existem directas no PS, vamos assistir a uma inscrição massiva de eleitores, simpatizantes e militantes de esquerda no Partido Socialista para que, rendidos à bipolarização, o PS seja um partido que governe à esquerda, de acordo com a vontade expressa da maioria absoluta dos Portugueses?

É esta a altura de engolirem o grande sapo, pegarem no telefone e enviarem a ordem “inscrevam-se no PS mas continuem com o coração vermelho”?

Vamos reflectir profundamente…

Marcas Technorati:

sábado, 11 de julho de 2009

Monólogos da Vagina

MONLOG~1

Usar as palavras para referir a anatomia sexual das mulheres é o primeiro dos desafios propostos. Você quando se refere ao seu centro como lhe chama? A resposta a essa pergunta é reveladora. Por exemplo se lhe chama “lá em baixo”…

A segunda abordagem é a visual. Sabe quantas mulheres nunca viram a sua vagina? Pode ser um exercício diário de auto-estima.

Os odores são um tema que se encontra bem escondido. Qual o cheiro da sua? Qual o cheiro do seu orgasmo? Considera-o agradável, saboroso? A que deve cheirar? A flores, a mar ou a c@n@?

Pois é, vai encontrar algumas palavras fortes, muitas situações cómicas, muitos espectadores incomodados mas muitas mulheres que levam para casa assunto para reflectir.

Escrita em 1996 por Eve Ensler* esta peça de teatro é baseadas em entrevistas realizadas pela autora a mais de 200 mulheres de todo o mundo e diversas realidades. "Os Monólogos da Vagina" narram histórias do quotidiano feminino, revelando intimidades, vulnerabilidades, temores e vitórias. Chama a atenção para assuntos como a violação, a menstruação, a mutilação, o prazer, as infidelidades conjugais ou as terapias de grupo desconstruindo tabus e usando as palavras.

Encenação de Isabel Medina, com Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia. Em cena no Casino de Lisboa (vá sem problemas) de Quarta-Feira  a Sábado às 22H00 e Domingo – 17H00 até 31 de Julho 2009. Preço: 18€ a 22€ Reservas: 707 234 234

* Eve Ensler é uma dramaturga de renome internacional e autora de peças como The Treatment, Necessary Targets e O Bom Corpo. Activista e fascinante figura pública, Ensler é fundadora e directora artística do Dia-V (www.vday.org), um movimento global para pôr termo à violência de que as mulheres são alvo.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Doutras Cores

racismoJPG

[Uma vez estava com a minha filha em Lisboa, a andar na rua e uma senhora aproximou-se:"Que linda menina, de que cor és tu?" Ela olhou para ela e disse: "Eu sou uma pessoa sabes?As pessoas tem muitas cores.Vê lá o meu cabelo é preto, a minha língua é vermelha, os meus dentes são brancos e a minha pele é castanha. Nós temos muitas cores"] José Eduardo Agualusa

Como ele ainda nos diz , "as crianças são capazes de ver coisas que nós nunca vimos" e "nós vamos envelhecendo e vamos ficando cegos. Para o mundo.Para a evidência.Para a inteligência".
E se aprendêssemos mais com as crianças?

Fonte: http://wwwdoutrascoisas.blogspot.com/

segunda-feira, 29 de junho de 2009

61% apoia casamento de pessoas do mesmo sexo – PinkNews.UK

Uma sondagem de opinião encomendada pelo The Times para marcar o 40 º aniversário dos tumultos Stonewall, revelou que a maioria deseja casamento gay no Reino Unido.

51% disseram que as relações homossexuais devem ser ensinada nas escolas como sendo de igual valor que as relações heterossexuais.

japaneseweddingAn opinion poll commissioned by The Times to mark the 40th anniversary of the Stonewall riots has revealed that a majority want gay marriage in the UK.

The riots, which began at a gay bar in New York in June 1969, are regarded as the catalyst for the modern gay rights movement.

41% of respondents said they would accept their child coming out as gay - just 9% said they would reject a gay or lesbian child. 45% said they would be upset but would try to come to terms with it.

61% said they support marriage for gay couples - at present gay people may only enter into a civil partnership.

49% back equal adoption rights and 68% support “full equal rights” for gay men and lesbians.

51% said that gay relationships should be taught in schools as being of equal value to heterosexual relationships.

4% of men in the anonymous poll said they had had a sexual encounter with another man.

(Ler + em Pink News)

Seropositivos não recebem formação - Discriminação e Morte Social

Depois da descriminação no trabalho, aos seropositivos está a ser recusada formação profissional(+) e entrada em lares(+).

“Um cocktail infernal” “Você mistura medo e ignorância num shot e o resultado é catastrófico!”, diz Júlio Machado Vaz, sexólogo português premiado com o Prémio Arco-Íris, da Associação ILGA Portugal, pelo seu contributo na luta contra a discriminação com base na orientação sexual e contra a homofobia.

Escute “O amor é” de 25-06-2009 e acompanha a reflexão sobre as raízes históricas. Comportamentos idênticos de culpabilizar os outros “quando havia a peste havia o hábito de ‘avançar’ para os leprosos, para as bruxas, para os homossexuais, para os judeus. Ou seja, sempre a noção de que o mal vem dos ‘outros’. Em determinadas alturas os ‘outros’ eram eliminados literalmente, hoje em dia, com mais frequência, são votados ao ostracismo. Antigamente era mais frequente a morte física, hoje em dia é mais frequente a morte social.”

O programa, transmitido na Antena 1, aborda também a questão da formação dos técnicos e da sua autoridade moral e responsabilidade e deveres acrescidos.

Sobre a força brutal do irracional que existe dentro de nós, conta uma experiência ocorrida durante uma avaliação oral num curso para médicos sobre VIH, como só ele sabe fazer e por isso recomendo escutar a partir de 3:29. Resumidamente: Durante a avaliação oral uma pessoa, licenciada em medicina, disse: ´isto foi muito bom para mim porque realmente há uma data de mitos que realmente também nos afectam a nós, na nossa profissão, e isso dissolveu-se… A pessoa que estava sentada ao lado falou a seguir e disse: ‘eu também acho… de tal forma que, eu nunca o disse mas digo-o agora: eu sou seropositivo!` A pessoa que tinha falado primeiro teve um movimento reflexo e afastou a cadeira. A pessoa “ficou para morrer” e o seropositivo disse ‘não fique assim, vamos pensar no assunto’ que é de facto o mais importante!

O medo age primeiro que a racionalidade, cerebro REPTILIANOdiz Inês Meneses e esboçam a teoria do cérebro tripartido do Dr. Paul MacLean, cuja obra foi um contributo primeiro para o entendimento do ‘cérebro visceral’, tal como da aprendizagem ao longo da vida e da educação desse cérebro reptiliano.

Vamos pensar no assunto?

sábado, 27 de junho de 2009

'O Móbile: Admiração' – Curta para Download

lilian A jornalista Lilian Werneck que acabou de lançar o filme O Móbile: Admiração (curta-metragem que conta a história de amor entre uma artista plástica e uma atriz) concedeu entrevista ao Bota Dentro http://www.botadentro.com/2009/06/para-mim-o-amor-e-um-mobile-um.html contando como foi a criação do filme e destacando a importância da media, da imprensa e de produções artísticas no processo de visibilidade da homossexualidade. Na entrevista, ela aproveita e disponibiliza o link para download do filme. Eu assisti e adorei! Da para assistir online também. 

Um duelo entre o amor e a arte.

Assim é a paixão vivida pela artista plástica Bárbara Oliveira (Stefane Ribeiro) e pela atriz Nina Maya (Nadja Dulci).

“Claro que em cada uma das histórias há um pouco de mim,” diz Lilian “na verdade, cada uma das personagens sou eu. Meio absurdo falar isso, mas pense numa geminiana que você vai entender. Pense também numa mulher de 31 anos que aos 16 assumiu sua homossexualidade para os pais e para o mundo. Pense em alguém que nunca deixou de viver seus sonhos e, muitas vezes, sofreu por isso.

A dificuldade maior foi contar para minha mãe que ia fazer não um, mas vários filmes sobre o amor entre mulheres. Foi uma luta interna… Quando ela viu o filme pela primeira vez, teve exatamente a reação que eu espero que todas as pessoas tenham. Disse “você conseguiu falar de um tema tabu com tanta sensibilidade, com tanta delicadeza, que é lindo ver a história das duas, é emocionante”. (ler+)

Link para fazer download do filme http://www.megaupload.com/?d=OI6BWQTW ou ver online botadentro.com

Fonte: Nina Ferri www.botadentro.com