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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Inclusão Social e Preconceito LGBTT + Turismo Aventura e Eco-activismo no Oeste

És lésbica? És gay? És preconceitos@? És capaz de desconstruir o teu preconceito?

INCLUSAO SOCIAL 2O Simão Mateus criou uns testes por auto pontuação para nos ajudar a reflectir.

2ccid_fucci_PS: Se estiveres com calor e quiseres refrescar-te, vai visitar o Simão no Museu da Lourinhã. As praias por lá são fresquinhas e lindas! Segue a costa até ao Baleal (direcção Peniche). Estaciona. Se decidiste ajudar os Bombeiros, quando olhares para o mar vês as Ilhas Berlengas. Guarda esta informação para quando voltares veres o sol pôr atrás delas.

Equipa-te com oito horas, lanche, água, muito protector solar e, opcionalmente, uma tabela das marés. Vai até ao areal e segue pela direita em direcção ao Norte. Se a maré estiver em vazante podes começar por não te despires e reforçares o protector mesmo que o sol não brilhe. Na caminhada até à Foz do Arelho ou se te faltarem as forças, até à Praia da Almagreira, vais atravessar zona rochosa. Se os teus pés não estão habituados às lapas ou escorregam sobre as algas, previne-te. Os obstáculos são transponíveis, não desanimes. Durante a caminhada vais encontrar muitos recantos que podes reclamar, temporariamente, como praia particular. Não esqueças, estás no Oeste.

Das arribas e falésias vêm dois perigos: o desabamento e os mirones (já os índios gostavam de aí se posicionarem).  Diverte-te! Mas, se não deste pelo passar do tempo, não tentes voltar pela praia com a maré cheia ou em enchente, principalmente se as marés forem vivas!

Encontra um caminho pela subir a falésia e faz o caminho a seco. ferrel nuclear E se passares por Ferrel, vê a pintura mural restante da luta nacional e internacional contra a central nuclear cuja construção foi iniciada no local 1976/1977. 

(Lê + , escuta Fausto em “Rosalinda se tu fores à praia” ou lê a letra.)

Ferrel inspirou outros autores como Pedro Barroso, em “Ferrel querem construir uma central” ou Eugénio de Andrade:

Ao Miguel, no seu 4º Aniversário,
E contra o nuclear, naturalmente
(11/03/84)
Vais crescendo, meu filho, com a difícil
Luz do mundo. Não foi um paraíso,
Que não é medida humana, o que para ti
Sonhei. Só quis que a terra fosse limpa,
Nela pudesses respirar desperto
E aprender que todo homem, todo,
Tem direito a sê-lo inteiramente
Até ao fim. Terra de sol maduro,
Redonda terra de cavalos e maças,
Terra generosa, agora atormentada
No próprio coração: terra onde teu pai
E tua mãe amaram para que fosses
O pulsar da vida, tornada inferno
Vivo onde nos vão encurralando
O medo, a ambição, a estupidez,
Se não for demência apenas a razão;
Terra inocente, terra atraiçoada,
Em que nem sequer é já possível
Pousar num rio os olhos de alegria,
E partilhar o pão, ou a palavra;
Terra onde o ódio a tanta e tão vil
Besta fardada é tudo o que nos resta,
Abutres e chacais que do saber fizeram
Comércio tão contrário à natureza
Que só crimes e crimes pariam
Que faremos nós, filho, para que a vida
Seja mais que a cegueira e cobardia?

(Obrigada Alma Azul)

Dia em cheio, hem? 1

1 Expressão usada, com entonação interrogativa, para indicar espanto ou extrair uma reacção! Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Azulejos de Almada Negreiros retirados de edifício

Luisa Botinas, DN, 20-02-2009

Ontem, perto da hora de almoço, vários operários retiraram alguns almada_negreiros_auto_retratoazulejos que revestem uma das varandas da casa, com recurso a rebarbadoras. José de Almada Negreiros (filho), acompanhado das suas filhas, netas do artista plástico e autor do Manifesto Anti-Dantas, estavam incrédulos e indignados perante o que viam. "A Polícia Municipal esteve aqui, mas mal saiu, os homens voltaram ao mesmo e nada os parou", disse a familiar do artista.

De acordo com o vereador de urbanismo da Câmara, Arquitecto Manuel Salgado, a moradia consta do "inventário municipal do património", um anexo ao PDM, facto que para Helena Roseta "implica que nada se possa fazer na casa sem que a câmara se pronuncie". O projecto pendente nos serviços de urbanismo pede a demolição total do imóvel.

Segundo fontes da Câmara Municipal e de uma responsável do Museu da Assembleia da República (A.R.) citadas pela agencia Lusa, um dos painéis já foi danificado.

Relativamente ao painel danificado, Cátia Mourão, responsável pelo pelouro da Pintura e Escultura do Museu da A.R., precisou que aquele estava intacto ainda há dias e hoje "tem um buraco de um metro de altura". (Veja foto aqui)

Segundo Rita Almada, a casa "já não pertencia ao primeiro dono, José Manuel Ferrão, e entretanto foi outra vez vendida".

"Não há - frisou - suspeita de nenhum procedimento ilegal da parte do comprador, mas estamos conscientes de que os conflitos de interesses entre privados e patrimoniais podem criar situações complicadas e do inúmero património que desta forma desapareceu".

Sobre a legalidade dos actos as opiniões não são coincidentes.

De acordo com Manuel Salgado, a moradia consta do "inventário municipal do património", um anexo ao PDM, facto que para Helena Roseta "implica que nada se possa fazer na casa sem que a câmara se pronuncie". O projecto pendente nos serviços de urbanismo pede a demolição total do imóvel.

(Artigo na integra no sitio Cidadãos por Lisboa)

Será que vão chegar a segunda-feira ou serão delapidados por "desconhecidos"?

Depois de destruído o património fica facilitada a reconstrução.

Concordo plenamente com Paulo Ferrero  num comentário deixado no cidadanialx disse:
Convinha que se esclarecesse o seguinte:
1. O novo proprietário é ou não Bibi, o conhecido empresário do mundo da construção civil?
2. Como explicar a coincidência de na exacta hora em que existe uma proposta dos Cidadãos por Lisboa, o proprietário não só introduz na CML um pedido de construção nova, como remove, sem autorização da CML, os painéis de uma casa inventariada na carta de património anexa ao PDM.
3. Como justificar a profunda ignorância da CML e do MC em relação a esta casa, sobretudo no momento em que só se fala de uma tal 'Belém Redescoberta'?
4. Como justificar um acto ilegal e como justificar a impotência para o punir?