segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Impacto do excesso de peso na carreira profissional de homens e mulheres - conceito de duplo padrão

candy_crowleyCandy Crowleys, comentadora política da CNN foi promovida.

A questão que a Womens Rights Change coloca é:

Se Candy Crowleys não tivesse recentemente perdido peso teria sido promovida ou não?

Em causa está o duplo padrão baseado em estereótipo de género, quando se aceita tão naturalmente medir a aptidão profissional de uma mulher pelo seu peso e a ninguém ocorre levantar essa questão para homens na mesma situação, por exemplo, Bill O'Reilly ou David Gregory.

É um facto que a discriminação se alimenta de estereótipos e preconceitos e que os comentários à sua nomeação deram mais relevo ao seu recente emagrecimento do que às suas competências e brilhante carreira.

Vamos evitar a discriminação por desconstruir mais este estereótipo reflectindo, questionando, falando…

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Lésbicas são autorizadas a adoptar na Florida

Vanessa-Alenierbaby Vanessa Alenier e Melanie Leon foram autorizadas por uma juíza da Florida a adoptar uma menina de 1 ano de idade.

Neste estado norte-americano, uma lei que existe há 33 anos proíbe gays e lésbicas de adoptarem.

O casal, que mora em Hollywood, comemorou a decisão da juíza Maria Sampedro-Iglesia – esta é a terceira sentença da magistrada a favor de um casal homossexual.

“Sabíamos que seríamos mães”, disse Alenier, que tinha a custódia da criança desde que ela estava a cargo da assistência social. “É maravilhoso que isso nos tenha acontecido”, acrescentou. “Mudou as nossas vidas.”

Na sentença, a juíza Sampedro-Iglesia declarou que a lei de adopção na Florida é “inconstitucional”.

Fonte Miami Herald  e LesboWorldBlog

Matinée dançante, Dia d@s namorad@s no Maria Lisboa

lesbicas CARTOON No próximo dia 14, o Maria Lisboa volta aos primórdios e apresenta a sua primeira matinée.

Se ainda se lembra das velhinhas matinées onde, a certa altura o amor falava mais alto e na pista ficava apenas você e o seu par, embalados por um suave "slow", então não pode perder.

Próximo domingo, Dia d@s Namorad@s, entre as 17 e as 22h, pegue no seu par e, para além da animação habitual da pista do Maria, delicie-se ainda a dançar os velhinhos e banidos desde há muito, slows.

Se não tem par, venha também, ganhe coragem e convide para dançar aquela pessoa especial.

Consumo Mínimo Obrigatório = 5 €

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fundação da Rede Internacional de Lésbicas Pesquisadoras

A Rede de Lésbicas Pesquisadoras tem como objectivo geral: Estimular produções científicas elaboradas por pesquisadoras lésbicas, visando a desconstrução de conceitos/ideologias heterossexistas, patriarcais, capitalistas, racistas e lesbofóbicas. Dentre os objetivos específicos, esta Rede se propõe a:

- Produzir conhecimento para a desconstrução dos conceitos e das análises que tem matriz heterosexistas, patriarcais, capitalistas, racistas e lesbofóbicas.

- Mapear as produções científicas elaboradas pelas lésbicas;

- Contribuir para a difusão da produção em publicações científicas reconhecidas;

- Promover a articulação entre as lésbicas pesquisadoras e os movimentos sociais;

- Apoiar sistematização das experiências de trabalhos realizados por organizações lésbicas ou outras organizações que desenvolvem intervenções voltadas para esta população;

- Promover espaços de discussão e reflexão sobre as produções acadêmicas das lésbicas pesquisadoras;

- Destacar a contribuição na construção do conhecimento das lésbicas pesquisadoras;

A Rede de Lésbicas Pesquisadora é aberta para todas as lésbicas e mulheres bissexuais que são pesquisadoras e têm o interesse em difundir e estimular a produção do conhecimento científico.

Para quem tiver interesse basta enviar e-mail para lesbicaspesquisadoras@gmail.com!

Fundadoras:

Eugênia Lopez Uribe- México

Glória Careaga- México

Heliana Hemetério - Brasil

Irina Karla Bacci- Brasil

Jandira Queiroz- Brasil

Luanna Marley- Brasil

Suely Aldir Messeder - Brasil (foto)

Tamara Adrian- Venezuela

Fonte ForumbaianoLGBT

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O poder das mulheres, por Isabel Allende

Girl_Power_at_TED_conference_2007_by_jurvetsonA escritora e activista Isabel Allende fala sobre mulheres, a importância do seu poder no combate à pobreza, criatividade, a definição de feminismo e, claro, sobre paixão.

Veja o filme da palestra, com legendas, e deixe ecoar as suas últimas palavras:

“Quero fazer deste mundo um bom lugar. Não melhor, somente bom. Porque não? É possível. Olhem nesta sala – todo este conhecimento, talento, energia e tecnologia. Vamos levantar os nossos traseiros e arregaçar as mangas e trabalhar APAIXONADAMENTE.”

Não é assim que nos sentimos? APAIXONADAS pela acção.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Série Brothers & Sisters nomeada para prémio GLADD

107939_053 Brothers & Sisters concorre pelo quarto ano consecutivo ao GLAAD Awards, o prémio mais importante contra o preconceito a homossexuais promovido pela Gay & Lesbian Alliance Against Defamation, na categoria "Melhor série dramática". Em todas as edições que disputou, a série foi a vencedora.

A Gay & Lesbian Alliance Against Defamation é uma organização norte-americana que luta contra a homofobia e discriminação quanto ao género e orientação sexual. E o GLAAD Awards premeia produções culturais que promovem a inclusão e auxiliam na luta contra o preconceito. (Ler + em Hicool Cine)

Fonte: Destak e AfterElton.com

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Orgulhosamente S.Ó.S acção da comunidade LGBT

teresa_helena

“ORGULHOSAMENTE S.Ó.S” é uma reportagem oportuna e inédita. Numa altura em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado na Assembleia da República, a RTP foi saber o que aconteceu ao primeiro e até agora único casal de lésbicas, publicamente, assumido – Teresa Pires e Helena Paixão.

Em 2006, Teresa e Helena desafiaram a justiça ao tentar casar pelo Registo Civil, numa Conservatória em Lisboa. A ousadia chamou jornalistas nacionais e internacionais. Mas a partir desse dia, a vida destas duas mulheres nunca mais foi a mesma.

Teresa e Helena têm sido discriminadas de tal forma, ao ponto de passarem fome.

“ORGULHOSAMENTE S.Ó.S” é um retrato sentido e um trabalho que suscita uma reflexão: estarão os portugueses preparados para receber estes novos casais?

Pergunto-me eu se a comunidade LGBT está preparada para suportar os custos da visibilidade que se anuncia.

Vou ser muito pouco politicamente correcta mas confrangi-me ao ouvir as afirmações dos representantes das associações LGBT portuguesas sobre o apoio a esta família.

Colocou muito acertadamente o dedo na ferida a jornalista quando afirmou que eram várias vezes discriminadas: lésbicas, mulheres, pobres, com baixo nível de educação, Teresa e Helena não têm uma rede de apoio que lhes permita superar as dificuldades que atingiram tantos de nós.

Em 2006 deram~lhes uns peixes (uma festa para angariar fundos, uma conta de solidariedade) mas quem as pode ensinar a pescar?

Agora que está na altura colocarmos na nossa declaração de IRS a instituição para a qual queremos contribuir com 0,5% do nosso IRS cobrado, pergunto qual a instituição de apoio social aos cidadãos LGBT. Conhecem alguma? Publiquem o NIPC por favor.

“ORGULHOSAMENTE S.Ó.S” é uma reportagem da jornalista Mafalda Gameiro, com imagem de João Martins, edição de imagem de Guilherme Brízido e produção de Amélia Gomes Ferreira.  Link para a reportagem (“Linha da frente” episódio 15)

Um pai e duas mães: novo modelo de filiação reconhecido no Canadá

um pai duas maes

Pela primeira vez, um tribunal canadiano reconheceu oficialmente, na terça-feira, que um menino de 5 anos pode ter um pai e duas mães – um casal de lésbicas.

No acórdão, o Tribunal de Recurso da Província de Ontário admitiu que as duas mulheres viviam numa união estável desde 1990 e que em 1999 tinham decidido fundar uma família, com a ajuda de um amigo que fora o dador de esperma.

Os juízes entenderam que a canadiana que vivia maritalmente com a mãe do menino devia também ser reconhecida como a mãe do menor e, portanto, como o terceiro elemento parental da criança.

Sustentaram também que a legislação local sobre a filiação, que tem 30 anos, estava ultrapassada e ia, na situação concreta, contra "o melhor interesse da criança".

Encontrei esta notícia no site da RTP. Só por si o título original, “Reconhecimento de ser mãe a duas lésbicas pode discriminar crianças”, é um mau exemplo dos valores jornalísticos que o serviço público de informação deve respeitar.
Além do título, as duas frases com que o artigo termina:

No Canadá, os casamentos entre casais homossexuais foram

autorizados em 2005.

Em Portugal, o matrimónio só é permitido entre cônjuges do

sexo oposto.

indicia uma tomada de posição  e um objectivo manipulador da opinião pública que não é aceitável no jornalismo de informação.
Nós iremos apresentar queixa ao provedor usando o link http://www.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_telespectador/contactos.php.
Link da notícia http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Reconhecimento-de-ser-mae-a-duas-lesbicas-pode-discriminar-criancas.rtp&article=133869&visual=3&layout=10&tm=7
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"Body Without Limits" de Judith Barry no CCB

judith_barry1 A não perde a exposição "Body Wthout Limits" de Judith Barry no Centro Cultural de Belém,  De 08 de Fevereiro a 25 de Abril 2010 vamos ter a oportunidade de ver em Lisboa uma das pioneiras da arte vídeo contemporânea. «Na era digital, a instalação vídeo precisa de ser ainda mais espectacular – não será possível ser muito mais espectacular que os improváveis espectáculos de luz de Nam June Paik ou que os malévolos fantasmas de Tony Oursler. Judith Barry descobriu uma terceira forma de o fazer com as suas projecções, parcialmente dramáticas e parcialmente pictóricas (ou, se se quiser, pitorescas), em salas e objectos.» (Excerto de um artigo da revista La Weekly).

Espera-nos performance, cinema, vídeo, instalação, elementos interactivos, fotografia. A obra de Barry abrange inúmeros suportes e segundo o seu comissário, Luís Serpa, um conjunto de palavras-chave são importantes para falar do seu trabalho: "Percepção", "Espaço", “Duração" e "Contexto".

Entrada livre.
Inaugura 8/2 às 19h30.

+ trabalhos em http://www.rosamundfelsen.com/barry/index.php

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Literatura Gay e Lésbica em debate no Chiado

LER no Chiado Anabela Mota Ribeiro, a moderadora das "Tertúlias Ler no Chiado", convidou a artista plástica Ana Vidigal, o escritor e poeta Eduardo Pitta e Manuel Amaral, dirigente da ILGA, para a edição de Fevereiro da "Tertúlia Ler no Chiado", que acontece no dia 4 de Fevereiro, pelas 18:30, na Bertrand Chiado.
" Literatura Gay & Lésbica: A minha orientação sexual aparece no modo como me exprimo" dá o mote para esta sessão, onde se debaterá este tema, agora na ordem do dia, depois de ter sido aprovada na Assembleia da República a lei que permite o casamento homossexual no nosso país.
As sessões "Ler no Chiado" são uma iniciativa da parceria Bertrand Livreiros e Revista LER e acontecem todas as primeiras quintas-feiras do mês, na Livraria Bertrand Chiado, pelas 18:30.

Zita Ferreira Braga em http://hardmusica.pt/

domingo, 24 de janeiro de 2010

Nepal protege direitos LGBT

■      Nirupa Rai (left) and Nirmala Lawati O Nepal irá ser o primeiro país asiático que protegidos os direitos das minorias sexuais na constituição.

De acordo com o Hindustan Times a nova versão da constituição está prevista para Maio e incluirá o direito à não descriminação baseada na orientação sexual. [ler + Nepal charter to grant gay rights- Hindustan Times]

Esperamos que o exemplo seja seguido por outro países que não volte a acontecer situações com a separação forçada de Nirupa Rai e Nirmala Lawati (na foto à direita). [ler +]

 

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ana Carolina e Chiara Civello juntas em “RESTA”

Ana Carolina e Chiara Civello cantam a música 'Resta' faixa do álbum "N69ve" de Ana Carolina lançado no dia 6 de Agosto de 2009.

Que calor…

Sobre essa parceria Chiara Civello escreveu no seu blog

Minha parceira Ana Carolina está gravado um DVD com vários outros convidados e nosso dueto “Resta” estará nele. [] Nossas canções juntas ficaram muitos especiais. Nós compomos 5 músicas e ela lançou quatro no seu novo CD “Nove” celebrando todos os 9 9 9 9 9 9 9 9 9 na sua vida com nove canções []Eu nunca experimentei uma conexão tão forte em uma colaboração. Nós conseguimos encontrar o lugar perfeito no “meio”, sem esforço e que se estende entre nossos universos musicais e origens. Um lugar onde as músicas e as palavras simplesmente nos invadiram…todas as canções saíram imediatamente em versões duplas e em um processo onde nossas línguas, mesmo sendo diferentes, ajudaram uma à outra na lírica… realmente mágico. (Tradução fã-clube donanacarolina)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A felicidade de hoje: Compersão e Ciúme

A felicidade de hoje

A necessidade básica de aprender: uma nova palavra, Compersão

A batalha por desaprender: Ciúme

ciumes

Encontrei este texto e ele reflete tão bem a minha forma de estar, que da próxima vez que me perguntarem pelo segredo de 15 anos de relação eu passo o link.

Uma mudança de comportamento só pode ser efetivada pela mudança de pensamento, caso contrário não é mudança concreta.

[] o ciúme não é natural. É um comportamento construído socialmente e aceito por tantas gerações que já viemos ao mundo numa sociedade ciumenta, sem muitos exemplos do contrário, e assim crescemos acreditando na naturalidade e necessidade dele. Há milénios atrás, antes da Era Cristã, a poligamia era natural. Não devemos esquecer que o fator histórico é muito importante para entender como vivemos hoje.[] Ora, o casamento monogâmico sendo algo elevado, a poligamia foi rebaixada a pura devassidão e com isso tudo o que pudesse indicar gosto por mais de um, indicação de não-amor. Manter o ideal de amor romântico – monogâmico, único por toda a vida, foi o que gerou os sentimentos de possessividade e insegurança com o medo da perda de um parceiro que, em tese, só pode “ter” uma pessoa apenas.

Mas não precisa ser assim. Uma das grandes mentiras que já nos ensinaram na vida é de que amor de verdade é único. O amor de verdade é múltiplo. Eis porque você tem a capacidade de amar tantas pessoas. Eis porquê você ama seus parentes, seus amigos, seus animais de estimação e coisas mais abstratas como sua vida, sua felicidade e sua liberdade. O amor é um sentimento sem limites ou fronteiras.

[]As pessoas sempre criticam dizendo que se você admite outras pessoas, não existe amor de verdade. Por quê? Acaso o amor verdadeiro é egoísta?

Você não vai perder seu parceiro (a) se você lhe der liberdade de comprometimento, ao contrário, isso te dará paz e segurança. Por quê? Por que você não vai mais precisar se preocupar com traições porque elas não mais existirão: Quando se tem liberdade de ter outras pessoas e isso não é proibido, o “gosto” pela traição diminui. A pessoa não pensa mais como uma alternativa de escape porque ela não se sente presa[]

Naturalmente, a pessoa acaba por se voltar ao diálogo, e quão melhor não seria sermos francos e verdadeiramente amigos e confidentes de nossos parceiros? Sentar e dizer “Olha, estou gostando de uma garota muito interessante, que gostaria que conhecesse, creio que irá gostar”. Não existe ameaça nisso porque não há substituições, apenas acréscimos. Não há mais o medo de perda: Porque simplesmente não há mais a necessidade da troca. Se um relacionamento acabar, não é porque surgiu uma nova pessoa com quem ele ou ela gostaria de se relacionar, é porque ela realmente não quer mais se relacionar com você. Um término é mais tranquilo que uma substituição.

Compersão é a palavra portuguesa para o termo em inglês Compersion, que significa ausência de ciúmes, ou estar feliz com a felicidade do outro. Vou além: Não se trata de ser feliz apenas com a felicidade do outro, mas com sua liberdade, com sua paixão, com seu amor. É ser feliz que seu parceiro(a) é amado(a) verdadeiramente por outras pessoas, que é tão bem cuidado por outras pessoas quanto o é por você. É ver o amor e carinho que ele(a) sente por outros parceiros(as) e ver isso com bons olhos ao invés de maus: Você não está de fora, você faz parte da família.

Poliamor acima de tudo exige respeito. Se trata, basicamente, de estar feliz pela pessoa que você ama ser livre para amar, ser livre para se relacionar com carinho e comprometimento a outras pessoas tão interessantes quanto ela ou você.

Podemos viver a vida inteira com um só e ainda assim amar plenamente e permitir liberdade? Sim, podemos. Poliamor não é sobre ter vários parceiros a todo custo, mas reconhecer o direito e a possibilidade. Assim como amar mais de um não é uma afronta à sua individualidade. Não te torna menos especial, você ainda é único. Não se trata de “insatisfação”, mas liberdade de amar e desejo de acréscimo, não completude. Comece a pensar assim e verá o ciúme desaparecer. Talvez a frase mais sábia que eu já tenha ouvido falar na vida seja:

“As coisas que gosto deixo-as livres: Se voltarem é porque as conquistei, se não voltarem é porque nunca as tive”. A pessoa que é livre não deseja fugir. Conquiste as pessoas, não as prenda, e as terá consigo enquanto houver amor e respeito.

http://poliamores.blogspot.com/2010/01/compersao-o-oposto-do-ciume.html

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Casamento homossexual aprovado em Portugal

casmgayarp2 A proposta de Lei nº 7/XI, apresentada pelo governo, que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi hoje, 8 de Janeiro de 2010, aprovada pelo parlamento português, com os votos a favor do PS, PCP e BE, sete abstenções do PSD, votos contra do CDS, PSD e dois deputados do PS. Aprovado o diploma vai baixar agora à comissão.

Apesar da  proposta de lei do Governo exclui a possibilidade de adopção por casais homossexuais, a votação na assembleia da republica que estabelece a igualdade no casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, é mais um passo importante no fim das descriminações impostas aos cidadãos portugueses com base na sua orientação sexual e uma boa forma de celebrar o 100º aniversário da Republica de Portugal.

As propostas do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), que incluía a igualdade no acesso à adopção por casas homossexuais for rejeitada pelos votos da direita e do Partido Socialista.

Passo a passo se fazem as conquistas possíveis e hoje é um dia para celebrar.

Os meus agradecimentos a tod@s os activistas dos direitos humanos que ao longo de décadas dedicaram tanto da sua vida para que mais este passo a caminho da igualdade.

Comediante lésbica portuguesa protesta lançamento de livro anti-casamento homossexual

HMartins A orientação sexual não se escolhe, mas pode condicionar outras opções, como o casamento, defendeu a activista lésbica Helena Martins, que hoje protestou contra a data escolhida para lançamento do livro "Porque Não - Casamento Entre Pessoas do Mesmo Sexo".

O livro, escrito pelo juiz de Direito Pedro Vaz Patto e pelo sacerdote Gonçalo Portocarrero de Almada, foi apresentado hoje na livraria Alêtheia, em Lisboa, a dois dias de serem discutidas e votadas, na Assembleia da República, as propostas de Governo, PSD, BE e Partido Ecologista Os Verdes e também uma petição por um referendo sobre o casamento homossexual.

Segundo Helena Martins, fundadora da associação Lesbians Out Loud, que tentou, em vão, organizar uma manifestação para hoje, o protesto "nunca seria contra a publicação" da obra da Alêtheia, "pois as ideias devem ser debatidas", mas "contra a altura escolhida para o lançamento".

"É um facto que as editoras têm livros para vender e que o lançamento nesta semana faz todo o sentido em termos de marketing, mas os autores e a editora têm de ver que há pessoas que podem sair lesadas com este tipo de ideia", declarou a activista de 37 anos aos jornalistas, à margem da sessão.

Justificando a impossibilidade de concretizar a manifestação por ser "muito complicado pedir às pessoas que dêem a cara", Helena Martins - que assume a sua homossexualidade "na família e no trabalho" - afirmou que o que os autores do livro estão a fazer é "continuar a instigar à homofobia e à exclusão".

"Quero mostrar que, se me espetarem uma faca, eu sangro, se me magoarem, eu choro, e que tenho direito a viver a minha vida em pleno. Não o faço neste momento porque o facto de haver leis para uns e leis para outros ou a não inclusão, na lei, de todos, permite a discriminação", declarou.

"Onde fica a minha dignidade quando eu não posso assumir certos direitos com a pessoa com quem estou? Eu e a minha companheira preparamo-nos para viver juntas e temos a intenção de casar, se a lei for para a frente" e "mesmo que não quisesse casar, é importante ter liberdade de escolha", sublinhou.

Afirmando que "a orientação sexual não é uma questão de opção", pois se tivesse podido escolher era heterossexual, já que "tudo seria mais fácil", Helena Martins, directora de vendas web em Lisboa, contou aos jornalistas que viveu um período "muito tortuoso", durante dois anos, até assumir a sua homossexualidade.

A activista, que fundou a associação Lesbians Out Loud em Londres, onde viveu durante seis anos, e que é comediante lésbica (http://www.helenamartins.com) nos tempos livres, foi "completamente heterossexual até aos 18 anos" e "sonhava casar", não tendo podido ainda concretizar esse plano devido à sua homossexualidade.

Helena Martins considera ainda que "não compete à maioria referendar os direitos ou liberdades das minorias", pois "se assim tivesse sido sempre ao longo dos anos, hoje ainda teríamos muitas injustiças em todo o mundo".

Fonte: Lusa e Ionline